O antropólogo Luiz Eduardo Soares foi o palestrante do webinar Milícias e captura eleitoral.

Na última quarta (28), o antropólogo Luiz Eduardo Soares foi categórico, durante o Foro Inteligência, acerca do aumento das ambições políticas das milícias nas próximas eleições.  “O combate às milícias não é somente uma questão de segurança pública, mas uma questão vital para a sobrevivência da democracia do Brasil”. Soares criticou ainda a letargia de políticos e partidos que dão segmento a seus próprios projetos, sem entender a urgência e a gravidade do momento atual, permanecendo inertes ao avanço da degradação das instituições pelas milícias.  

Para o especialista em política de segurança pública,  impedir a eleição dos milicianos não é o suficiente. Eles contam com apoio e cumplicidade das instituições, que por sua vez, faltam com o compromisso democrático. Por isso, Soares acredita que a saída para o combate destas organizações criminosas é a ampla mobilização da sociedade. 

Ao traçar a genealogia das milícias, o antropólogo classificou as polícias como “incubadoras das milícias”, que, por sua vez, se beneficiam das polícias, seja apontando áreas para incursões com eliminação de competidores e de traficantes e a subordinação de sobreviventes para cooptação; seja para obtenção de armamentos. E conclui: “O estado não foi capaz de combater as milícias nem se dispôs a fazê-lo.”

Assista, a seguir, os melhores momentos do webinar Milícias e captura eleitoral:

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